A vereadora pessoense, Elisa Virgínia (PPS), afirmou ao ClickPB que “é pública e notória” a insatisfação de vários vereadores da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) com o tratamento dispensado pelo prefeito Ricardo Coutinho (PSB). Para a vereadora, os parlamentares estão sendo “escanteados” pelo prefeito desde o início de 2009 e esta situação “só se agravou” nos últimos dias.
Elisa disse que aguarda para o final de semana uma reunião com o prefeito Ricardo Coutinho para definir algumas de suas pendências junto à administração municipal, como as execuções de alguns projetos encaminhados por ela desde o ano passado, mas que ainda não foram atendidos, e também, a renovação de alguns contratos de pessoas ligadas a ela na prefeitura de João Pessoa. “Já encaminhei pedido à Casa Civil e à Chefia de Gabinete solicitando uma reunião com o prefeito”, disse a vereadora.
Indagada sobre a possibilidade de integrar a base de oposição na volta dos trabalhos legislativos, Elisa Virginia disse que ainda não definiu se deixará a base do prefeito Ricardo Coutinho, mas reafirmou seu descontentamento com o prefeito socialista. “Essa decisão tomarei possivelmente este mês”.
A parlamentar acredita que a bancada de oposição será maioria na CMJP já em fevereiro. “Se continuar do jeito que anda esta será a tendência”.
Em relação ao PPS, a vereadora classificou a administração do presidente estadual do partido, José Bernardino, como “coronelista”. Segundo ela, “Bernardino pensava que conseguindo um cargo para os presidentes estadual e municipal do partido iria satisfazer os filiados. A insatisfação da legenda é tão grande que até os suplentes de vereadores deixaram a sigla”.
Sobre o pagamento do café-da-manhã do PPS feito pela prefeitura de João Pessoa, a vereadora disse que tomou conhecimento do caso recentemente “já que o partido não tem o costume de fazer as prestações de contas”.
O presidente do PPS, José Bernardino, disse acreditar que a vereadora continuará na base de sustentação do prefeito Ricardo Coutinho, já que o partido ocupa cargos importantes na administração municipal, como a superintendência da Guarda Municipal, ocupada por ele, e a chefia de gabinete do prefeito, ocupada por Nonato Bandeira.
Caso a vereadora decida migrar para a base de oposição, José Bernardino falou que o partido irá convocá-la para prestar esclarecimentos sobre o fato e persistindo a decisão, Elisa poderá sofrer repreensões internas e até mesmo públicas.
Rebeca Carvalho
ClickPB