Ficou tudo bem amarrado. E o acordo foi feito sob o olhar julgador de Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB. Aliás, no elevador do prédio Center III, em Boa Viagem, Guerra olhou pra Cássio e Cícero e disse: “Isso é um acordo de três homens distintos”.
Não me lembro ao certo se a frase foi composta pelos vocábulos acima. O sentido, tenho certeza, foi esse. Pois bem. Guerra, Cássio e Cícero combinaram que iriam juntos ao governador José Serra assim que o presidente nacional do PSDB voltasse de viagem ao exterior para tentar uma solução ao impasse do partido na Paraíba.
Em passagem por São Paulo, Cássio foi antes. No twitter, diário público que o ex-governador tomou como veículo de comunicação, Cássio disse que foi apenas “dar um abraço” no governador paulista.
Tudo bem que especialistas sugerem que uma pessoa socialmente bem sucedida na vida dá pelo menos seis abraços por dia. E se um dos abraços for no governador do maior estado do Brasil não precisa dar os outros cinco em mais ninguém.
Mas não dá pra acreditar que não se falou de Paraíba e da situação do PSDB no estado. Teria Cássio antecipado seu ponto de vista para Serra, como fazem os advogados ao entregar memoriais de processos polêmicos a serem apreciados por ministros?
Se o fez, não teria o senador Cícero Lucena considerado o gesto como um acinte?
Não se sabe ao certo. O que podemos garantir é que em breve o senador Cícero Lucena fará o mesmo: também irá a Serra antes do encontro “inédito” dos dois com o governador de São Paulo.
No caso de Cícero, a única diferença estará no Twitter. O senador poderá preferir que seu encontro seja sigiloso. Como o deveria ter sido o de Cássio.
Luís Tôrres