Alimentos infantis de 6 marcas são proibidos pela Anvisa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, distribuição, comercialização e divulgação de alimentos infantis vendidos por seis empresas. O motivo da medida foi a ausência de registro sanitário dos produtos, uma obrigatoriedade para alimentos infantis.
Todos os produtos são da categoria de alimentos de transição, que são industrializados para uso direto ou empregados em preparo caseiro e utilizados como complemento ao leite materno para adaptação a alimentos comuns. Geralmente são administrados para consumo de bebês e crianças da primeira infância (até os 3 anos de idade).

Confira abaixo os produtos proibidos:

Alimento: cremes, papinhas, purês e pratos prontos (fases 1, 2, 3 e júnior)

Marca: Pratinho Cheio
Empresa: Silvia Henrique da Silva dos Santos

limento: papinhas fase 1 (+6 meses) e papinhas fase 2 (+9 meses)

Exceções: sopinha de peito de frango, feijão branco e espinafre

Marca: Gourmetzinho
Empresa: Gourmetzinho Alimentos para Bebês Eireli

Alimento: papinhas e comidinhas

Marca: Da Hortinha
Empresa: Da Hortinha Alimentação Infantil Ltda.

Alimento: sopas sem pedaços (a partir do 6º mês), sopas com pedaços (a partir do 9º mês) e comidinhas (a partir de 1 ano)

Marca: Prapapa
Empresa: Monica Viotto Godinho, nome fantasia Pra-Pa-Pa Alimentos Ltda.

Alimento: sopinhas, comidinhas e lanchinhos

Marca: Semente do Bem
Empresa: Semente do Bem Alimentação Infantil Ltda.

Alimento: papitta 1ª fase (a partir de 6 meses), 2ª fase (a partir de 8 meses) e sobremesas (a partir de 6 meses)

Marca: Papitta
Empresa: Papitta Alimentação Ltda.

Contatada pelo site InfoMoney, a marca Gourmetzinho informou que está em processo de registro para regularização na Anvisa desde 11 de maio. “Os prazos para análise das documentações não foram cumpridos pela Anvisa”, alega a empresa, em nota.

A Gourmetzinho afirma ainda que a Anvisa “utiliza critérios diferentes para análise de produtos similares” e que a empresa já passou por avaliações da vigilância sanitária municipal. “Consideramos a decisão da Anvisa arbitrária e nossos advogados já estão tomando as medidas judiciais necessárias”, afirma a empresa.

Pryscilla Rodrigues, nutricionista infantil e proprietária da marca Da Hortinha, afirma que a empresa “segue todas as exigências para o funcionamento de uma unidade de alimentação e nutrição” e se mostrou indignada com a decisão da Anvisa relatando que as taxas cobradas para o registro de cada produto são altas, o processo é burocrático e a empresa já pagaria outras taxas para a prefeitura de Aracaju, o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária.

As outras empresas não se posicionaram até o fechamento da matéria.

Fonte: Anvisa
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