Coligação entra com Aije e denuncia uso de policiais na campanha de Ricardo Coutinho

harrison_treA coligação A Vontade do Povo vai entrar com representação junto à Procuradoria Regional Eleitoral pedindo apuração rigorosa do uso das polícias militar e civil em favor da candidatura a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB).  A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi motivada, segundo o setor jurídico tucano, pelo ato de abuso de poder cometido por policiais civis e militares, acompanhado por secretários de Estado, na manhã deste sábado (25/10), no núcleo de produção e de atividade jurídica, localizado às margens da BR 230, em Cabedelo.

“Nunca vi algo igual, a utilização da força pública em favor de uma candidatura para agredir advogados, constranger coligação e tentar criar um fato político. É lamentável que tamanho abuso de poder e da máquina pública seja usada de forma escancarada e sem o mínimo o constragimento. Exigimos uma apuração rigorosa”, afirmou o coordenador jurídico da coligação  A Vontade do Povo, Harrison Targino.

Na manhã deste sábado (25), homens da Polícia Militar e Civil tentaram invadir o núcleo de trabalho da campanha do candidato Cássio Cunha Lima, alegando averiguação de uma suposta denúncia anônima. De acordo com a coligação A vontade do povo, o episódio teve como plateia dezenas de cabos eleitorais governistas e até de secretários de Estado, como Luís Torres, da Comunicação; Márcia Lucena, da Educação; Cida Ramos, do Desenvolvimento Social; além do presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, e do secretário adjunto da Comunicação licenciado, Célio Alves.

Os policiais cercaram o prédio, revistaram carros de advogados e de funcionários da produtora, que foram constrangidos, coagidos e até agredidos verbalmente, com palavras chulas e grosseiras.

O fato foi denunciado no plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) por Harrison Targino, durante sessão extraordinária deste sábado. Imediatamente o presidente da Corte, desembargador Saulo Benevides, acionou o juiz da Comarca de Cabedelo, Paulo Oliveira Lima, acompanhado da promotora Anne Emanuelle Malheiros Costa Y Plá Trevas para verificarem a tentativa de abuso de poder por parte da polícia.

Já no local, o magistrado determinou que os agentes da polícia civil que estavam de espreita e os policiais militares que tentaram invadir o comitê sem mandado fossem encaminhados a Polícia Federal para prestar esclarecimentos e, em seguida, ordenou que os agentes da PF retirassem do local todos os cabos eleitorais da coligação do governador e seus secretários.

Fonte: Assessoria